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"Posição húngara é muito simples". Orbán condiciona medidas a favor da Ucrânia ao petróleo

"Posição húngara é muito simples". Orbán condiciona medidas a favor da Ucrânia ao petróleo

"A posição húngara é muito simples: estamos disponíveis para apoiar a Ucrânia assim que recebermos o petróleo que eles estão a bloquear".

Carlos Santos Neves - RTP /
Olivier Matthys - EPA

O primeiro-ministro húngaro advertiu esta quinta-feira, à entrada para o Conselho Europeu, em Bruxelas, que não colocará a sua chancela em quaisquer medidas de apoio à Ucrânia enquanto a Hungria não for abastecida de petróleo através do território do país invadido pela Rússia. Trata-se, vincou Viktor Orbán, de uma "questão existencial".

"A posição húngara é muito simples: estamos disponíveis para apoiar a Ucrânia assim que recebermos o petróleo que eles estão a bloquear. Até lá, a Hungria não vai apoiar qualquer posição que seja favorável à Ucrânia", afirmou Orbán, depois de ter sido questionado sobre um eventual levantamento do bloqueio ao empréstimo de 90 mil milhões de euros da União Europeia à Ucrânia.

"Precisamos do petróleo, é uma questão existencial. Não estamos a falar de política, é uma questão existencial para a Hungria ter esse petróleo. Sem o petróleo, todas as famílias e empresas húngaras vão entrar em falência", enfatizou.A União Europeia disponibilizou-se para dar apoio técnico e financeiro às reparações do oleoduto de Druzhba. Uma oferta à qual Kiev anuiu. Mas Viktor Orbán mostra-se irredutível: "Estamos à espera do petróleo. O resto são contos de fadas".

"Nós só acreditamos em factos. O petróleo precisa de chegar à Hungria e depois abre-se um novo capítulo. Até lá, não podemos aprovar qualquer proposta a favor dos ucranianos", insistiu o primeiro-ministro da Hungria.

"Isto não é uma brincadeira, não é um jogo político. Zelensky devia perceber que isto não é um jogo, é uma questão absolutamente existencial para os húngaros".Os chefes de Estado e de governo da União Europeia reúnem-se em Bruxelas para uma cimeira dedicada à competitividade, mas que será inevitavelmente marcada pelas guerras na Ucrânia e no Médio Oriente. Sobre a mesa dos líderes europeus está a escalada dos preços da energia.

A tensão entre Hungria e Ucrânia tem por base o oleoduto Druzhba, danificado por um ataque russo.

O Governo ucraniano alega que os trabalhos de reparação estão a ser atrasado por razões de segurança. Por sua vez, o Governo húngaro vê um comportamento deliberado por parte dos ucranianos.

c/ agências

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